“Eles foram feitos um para o outro. Pena que a distância atrapalha tudo.”
“E com certeza, eu confesso, eu sou uma bagunça, eu sou uma bagunça feita de erros. Mas, por favor, conte até dez antes que você vá e jogue tudo fora.”
“Não é fácil. Nada é fácil. Se tá fácil, tá errado.”
“Viver se iludindo é a mesma coisa que tentar dormir o dia inteiro. Não adianta, uma hora você acorda.”
“Você me fez lamber, roçar a barba. Sua coxa foi parar na minha cara, você beijou minha canela, eu lambi seu dorso, você esfregou os peitos no meu umbigo, eu cheirei seu joelho, você mordeu minha bunda, eu beijei os seus olhos. Eu nunca transei num primeiro encontro e queria muito saber se isso conta como sexo. O que foi isso, afinal? Foi louco, foi bom, foi íntimo, foi mágico, foi vinho, e mesmo sem penetração, foi sexo, embora nossas genitálias não tenham sido formalmente apresentadas. Minha cara dizia tudo. Eu estava experimentando uma coisa que a maioria não tem nem ideia que existe. Num impulso ela pulou de volta, montando no meu corpo na horizontal, mole e nulo e inerte, totalmente sem gozar concretamente. Me encheu de pequenos beijinhos ininterruptos falando “Isso foi estranho, não foi?” Poxa, se foi. “Você não imagina o que sou capaz de fazer com o primeiro cara que me pedir em namoro”. E foi nessa hora que eu a convidei para morar comigo.”